Então, não precisa ir muito longe, Basta olhar em volta de você. Se tudo ainda estiver florido, tente enxergar além só um pouquinho.
O mundo permanece igual, continua diferente. Outro dia me entristeci no Parque do Ibirapuera. Os marrecos não estavam felizes. Água fétida. Achei as árvores pálidas. Anêmicas. Corri aqui e descobri uma porção de coisas, inclusive que o Central Park tem nada perto dessa grandiosidade de área verde plantada na selva urbana. Além disso, outra descoberta, temos aqui no Brasil 37 parques urbanos. Não foi à toa que nasci brasileira. Não posso deixar isso sem ser dito. Vendo toda a sujeira, me questionei sobre os responsáveis. A Prefeitura, a equipe de limpeza, os indivíduos que usam o espaço? Com quem eu tenho que falar? Será que uma bilheteria na entrada? Mais lixos? Mais placas educativas? Mais gente com espingarda apontada para as pessoas que não respeitam?
A Natureza está enfurecida com o mau uso de seus recursos. E eu também estou! E tende a piorar. A Europa, em alguns anos, pode ficar sem água, aliás na Terra consumo puta irresponsável dos recursos hídricos – o sistema ambiental mais ameaçado do planeta. Esteja atento. Desligue a água ao lavar as louças e escovar os dentes. Desligue a mangueira do domingo. Beba mais água agora, não espere mais. Furacão, mudanças climáticas radicais, enchentes, tsunamis, incêndios, Então, sei que você algum dia já ouviu falar disso. Ótimo. Se ainda não sabe o que fazer, comece por você mesmo.
Nosso próximo tema é a COMUNICAÇÃO. Ela está relacionada ao chackra laríngeo que fica na altura da garganta. Tem cor azul celeste/ índigo e rege a capacidade de expressão, comunicação e eloqüência. E esse assunto tem assunto. O que eu digo para o mundo é o que faço, sinto ou penso. Estão caminhando juntos. Aliás, vim, me disseram, para traduzir mundos diferentes. O Ibirapuera é um terreno verde e com uma energia potencial de cura muito forte; já foi ocupado por índios sei lá de quando e não pode gritar ou derrubar uma árvore em cima do idiota que larga uma sacola plástica suja no chão. Domingo, uma catástrofe para o parque, vi o quanto está farto. Ele falou comigo, pediu socorro.
Por isso a comunicação de verdade é tão importante hoje. Temos mais gente, temos menos espaço. Temos que aprender e reaprender a conviver. A minimizar nossos impactos. Sobre o ambiente, sobre as pessoas. Vamos impactar menos, por favor! Opinar menos, achar menos, fazer sem pensar menos.
Mas enfim, uma mesma palavra pode assumir diversos significados, como me disse um dia a Laura. Depende de quem fala, depende de quem ouve. Cada indivíduo tem a sua verdade e hoje vivemos uma aglomeração de verdades. A nova ordem indica um caminho de humildade, compaixão e entendimento. É, estou aqui para promover o entendimento. Hoje falo pelos que não podem. Pelos que vivem em qualquer tipo de cárcere, pela natureza, pelos animais que têm os ossos quebrados para serem contrabandeados, pelos deficientes que não têm calçada nem transporte público. Falo pelos que observam sua língua e origem se extinguindo, sua identidade indo pelo ralo. Pelas prostitutas de R$ 5,00. Pelas faxineiras que limpam a merda espalhada de gente porca.
Para você fazer a sua parte pelo maior entendimento, antes de tudo, refine sua maneira de se comunicar. Faça o que fala de acordo com o que pensa. Veja bem o que diz, escute com muita atenção a qualidade de seus pensamentos e aja de acordo com a sua verdade. O espaço está menor, em algum momento você vai ter que aprender a ser mais bonitinho e pensar com consciência grande. Você atira qualquer lixo pela janela, dirige seu carro contra os outros, come pipoca no cinema fazendo barulho, acha que garçon não tem nome? Tsk, tsk, esteja atento.
Um beijo, Fadafoda.
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